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A mostrar mensagens de outubro, 2008

Estendi a mão à imaginação e ela fugiu! parte três

Pela porta da cozinha, através dos espaços vazios verticais móveis entre as fitas anti-insectos, conseguia ver o empregado às riscas com a cabeça enfiada dentro de um alguidar. Acendi um cigarro com a parte mais clara do topo da chama e peidei-me. No fantástico evento que passa na televisão em directo, alguém também acendeu um e curvou-se ligeiramente para a esquerda. Farto de limonadas, espero pelo meu copo com sangria que não vem... Continuo sem saber como sair daqui. Tenho de me lembrar de não voltar a este bar fedorento! Ao passar pela máquina de café reparei que a roupa já estava seca. Estou aqui há mais de relógio e meio! Chamei-o e não respondeu. Talvez não me conseguisse ouvir... Chamei-o mais alto... Nada! Atravessei as fitas, aproximei-me, puxei-o lá de dentro pelo colarinho e, ofegante, disse-me que não queria sair já e barafustou por tê-lo puxado. Meti a cabeça dentro do alguidar, ainda a agarrar-lhe o colarinho, submergi-a e abri os olhos. Os cubos de laranja e os de ma...